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29 de julho de 2010

A REDAÇÃO NO MEIO CORPORATIVO



A edição de junho da revista Rolling Stones trouxe uma pequena matéria de Miguel Sokol, intitulada “Desalfabetizados e Perigosos”. Nela o jornalista falou sobre a geração “10alfabetizad@”, jovens que tiveram quem lhes ensinasse a ler e a escrever, mas usaram tanto a internet que “10aprenderam”.

Essa matéria fez com que eu me lembrasse de um processo seletivo que conduzi para estagiário de Direito, quando corrigi redações com erros gramaticais assustadores, como o de uma jovem que se dizia uma “boa proficional”. Ao seu texto somaram-se os de outros candidatos, desclassificados na primeira etapa por não saberem escrever.

Não culpo o “emburrecimento” que presenciamos hoje pelo excesso de Internet; as razões das mazelas na educação estão muito além do .com, passando por questões políticas e sociais, mas essa é uma outra história. Não saber escrever também não é uma exclusividade do universo teen, podendo ser encontrado, por exemplo, em diferentes níveis hierárquicos das organizações.

Diariamente enviamos e recebemos dezenas de e-mails, redigimos textos e relatórios, confeccionamos cartas, memorandos e ofícios sem nos preocuparmos em aplicar adequadamente a gramática, desconsiderando aspectos como a concordância, regência e pontuação. Ainda assim exigimos ser compreendidos, reclamando quando somos mal interpretados ou quando nosso profissionalismo é questionado por uma vírgula que não soubemos empregar.

Acredite, na dimensão empresarial um texto diz muito mais do que nele está escrito, o que torna a redação essencial no mundo dos negócios.

Um e-mail enviado ou um relatório apresentado pode nos indicar para um recrutamento interno ou nos desqualificar para uma promoção, o que já valeria nosso investimento na escrita, entretanto sua importância vai muito além. A forma como escrevemos traduz a importância que damos à comunicação e o cuidado que temos com nosso interlocutor, e isso conta (muitos) pontos.

Assim, em suas redações considere a coerência, coesão, correção, clareza e simplicidade do texto. Solicite a ajuda de um colega para revisá-lo e falar o que entendeu antes de você encaminhá-lo aos destinatários. Essa é uma forma de evitar ruídos na comunicação.

Desenvolva o hábito da leitura, ele é um grande aliado no processo de aquisição de um vocabulário rico e diversificado. O mesmo vale para a escrita, e você pode começar com pequenas anotações sobre reportagens, artigos e livros.

Vale a pena pensar sobre e investir nas ações sugeridas. O retorno é garantido!

21 de julho de 2010

DESIGN THINKING






“Ter coragem é tão importante quanto acertar!”
Denise Eler - Designer Gráfico
Há algum tempo participei de um evento promovido pela ISVOR, empresa de treinamento e consultoria do Grupo Fiat, e a proposta daquela manhã era pensar formas de aplicação para a máxima “atuação estratégica”.


Diferente da maioria dos eventos sobre o tema, o assunto foi discutido sob a ótica de Design Thinking. Confesso que tive minha mente aberta e achei válido disseminar por aqui o aprendi por lá.


Apesar de saber da necessidade de se alavancar resultado e vantagem competitiva para a empresa, nem sempre somos capazes de fazê-lo, por vários motivos. O maior deles o fato de nos prendermos a teorias convencionais de gestão empresarial. Amarrados, paramos de pensar, e assim deixamos de ser criativos, produtivos e inteligentes.


Em 2006, na Suíça, aconteceu o "Fórum Econômico Mundial". Líderes políticos, empresariais e intelectuais reuniram-se para discutir questões mundiais sob a perspectiva do empreendimento no interesse público. O resultado do evento? A conclusão de que os modelos de gestão baseados apenas em análises e controles se esgotaram. A complexa e dinâmica realidade exigia constante inovação, batizada de "Imperativo Criativo".


Assim, que tal inovar pensando e agindo como designers? Eles são "imperativamente criativos".


Por designer temos aquele indivíduo que planeja ou concebe um modelo, que foge aos padrões estabelecidos para boa apresentação pessoal, que coleciona toy art, que é criativo ao ponto de ser apontado como louco. No geral, o designer não se encaixa ao nosso estereotipo de executivo.Sem conceitos, ou preconceitos, trabalha criando protótipos para problemas que pareciam não ter fim, mostrando a solução ao invés de somente falar sobre ela. É empático, tem pensamento integrativo, é otimista, detalhista, experimenta e colabora.Sejamos designers, então! Para isso não precisamos lotar nossas mesas de bonecos, pintar o cabelo de vermelho ou usar roupas conceituais. Basta incorpor tais experiências aos nossos processos de trabalho.


Imagem: Getty Images

17 de fevereiro de 2009

QUANTOS IDIOMAS VOCÊ FALA?


A fluência em idiomas como inglês e espanhol, por exemplo, é condição sine qua non para se atuar em empresas nas quais esta competência seja relevante para o negócio.

Entretanto, apesar de acumularem experiência e conhecimento em suas áreas específicas, muitos profissionais deixam a desejar neste quesito, mantendo em seus currículos o impróprio “idioma nível básico”.

Se você faz parte desse grupo sugiro que conheça a Live Mocha, uma rede social focada no aprendizado de idiomas.

Para utilizar a Live Mocha você precisa fazer um cadastro de usuário. E só! Simples assim.

Fazendo os cursos, que são interativos e gratuitos, além de enriquecer seu vocabulário você aumentará seu network, já que terá contato com pessoas nativas na língua de seu interesse. Dá pra fazer amigos, aprender um novo idioma e adquirir cultura, tudo ao mesmo tempo!

E tem mais: você ainda tem a oportunidade de ajudar pessoas que estão aprendendo sua língua nativa, ou aquela em que você é fluente. Um excelente exercício de boa vontade!

Clique aqui e experimente o conceito de construção colaborativa do conhecimento.
Imagem: Getty Images

4 de fevereiro de 2009

DESEMPREGO: COMO LIDAR COM ESSA DIFÍCIL FASE?


Compartilho com você as dicas disponibilizadas por Nishimura & Associates.

"A perda do emprego é sempre um grande desafio. Neste momento de crise internacional torna-se um desafio maior ainda, pois as oportunidades estão a cada dia mais raras e restritas. (...)

Segue então algumas dicas práticas para você lidar melhor com uma situação de desemprego:

• Tenha uma expectativa mais longa sobre quando conseguirá um novo emprego: se em uma situação de mercado aquecido você levava 3, 6 ou 12 meses para conseguir um novo emprego, prepare-se para um período maior. Por que esta dica? Porque se você se preparar para um período maior e de repente conseguir uma nova oportunidade irá se surpreender

• Considere outras possibilidades, como o trabalho temporário ou trabalhar em casa: não deixe um ativo precioso parado, neste caso você. Mantenha-se em ritmo aquecido. Esta alternativa irá gerar renda e, principalmente, sua mente não estará ocupada com sentimentos de angústia e depressão.

• Gaste o máximo de tempo possível procurando uma oportunidade: gaste pelo menos 6 horas por dia, 7 dias por semana. Dedique um tempo grande para o “projeto de conseguir um novo emprego”.

• Crie tempo livre para criar e fortalecer seu Networking: para aqueles que possuem certa dificuldade em fazer Networking, crie fontes alternativas para fazer contatos. (...)

O objetivo a curto prazo deste tipo de Networking é fazer com que você fique antenado no que está acontecendo no mercado (naquele em que você atua e em outros também). Escutar idéias de pequenos empresários lhe farão enxergar inúmeras oportunidades (...).

Os ganhos com o Networking são inúmeros, e não existe perda de tempo nesta atividade, somente ganhos com novos insights, novos contatos etc.

• Antecipe os possíveis comportamentos durante a fase de desemprego e mude sua perspectiva. Comportamentos comuns na fase de transição, porém inadequados:

-Ver-se como fracassado, deixando sua auto-estima abalar-se.
- Ficar procurando culpados, acumulando sentimentos negativos, como mágoa e ressentimento.
- Reclamar, lastimar, adotar postura de vítima.
- Ficar preso ao passado, relutando em perceber que a mudança já ocorreu.
- Iludir-se, superestimando sua própria capacidade para superação da crise
- Adotar postura auto-suficiente, evitando recorrer à ajuda de outros.
- Imobilizar-se – ficar preso ou por pensamentos angustiantes ou sonhadores e evitar a ação.
- Precipitar-se, tomar decisões intempestivas, motivadas por emoções descontroladas.
- Deixar o estresse avançar, tornando-se irritadiço.
- Ser negligente, deixar de levar com a devida seriedade as condutas necessárias à superação da crise

Comportamentos incomuns, mas muito adequados:

• Fazer os esforços necessários para manter sentimentos, pensamentos e ação positivos.
• Recorrer à ajuda – de familiares, amigos, profissionais.
• Evitar a concentração da atenção em coisas inadequadas: o passado, os outros, o acontecimento negativo.
• Buscar uma percepção correta de si mesmo – nem superestimar seu potencial e nem subestimar.
• Agir – tomar as medidas certas para superar a crise.
• Buscar a informação adequada sobre a situação (que usualmente é propiciada por profissionais).
• Evitar qualquer forma de precipitação impulsionada por emoções.
• Manter-se ligado às coisas que trazem prazer, evitando retrair-se.
• Evitar repassar a outros sentimentos negativos – pessimismo, medo, frustração, arrogância.
• Não buscar mudanças radicais sem a devida análise.

FONTES VIRTUAIS DE VAGAS:

Você pode prospectar uma vaga de diferentes formas. Todas elas anexam uma chance real para obter um emprego (...).

Em linhas gerais, as vagas estão disponíveis nas seguintes fontes virtuais:

EXECUNET

ATENÇÃO: Essas não são as únicas fontes virtuais. Pesquisando você encontrará diversas outras.
Imagem: Getty Images

2 de janeiro de 2009

CONSTRUA UMA ATITUDE POSITIVA


Já te convidei para um CHA em outras oportunidades, e vou refazer o convite neste início de ano.

No post de 01/07/07 escrevi sobre o conceito do bom e velho CHA, o “cafezinho” do RH na verdade, abordando a taxonomia de Bloom.

Nesta estrutura de organização hierárquica, onde temos Conhecimento, Habilidade e Atitude, novamente destaco meu componente predileto: a atitude, e de preferência positiva.

Na carreira que escolhemos, seja ela qual for, é imprescindível adotarmos uma postura positiva. Podemos adquirir conhecimentos, desenvolver habilidades, mas mudar uma atitude negativa não é fácil. Por isso, oriente-se pelas positivas, sempre.

E não pense que ter um elevado conhecimento ou possuir habilidades incríveis sustente uma imagem negativa. Na soma de uma técnica primorosa com uma postura horrorosa o resultado não é bom.

O consultor Max Gehringer enumerou, de forma simples e divertida, cinco atitudes que podemos julgar inaceitáveis para um profissional. Sobre essas atitudes construí 05 personagens, e gerei o sexto por conta e risco:

- Onipotente: a frase que melhor caracteriza este profissional é “deixa comigo”. Ele sempre promete que “dá conta do recado”, mas os resultados apresentados não acompanham suas ofertas. Porque prometeu coisa demais, a imagem associada a ele é a de quem promete e não cumpre. É melhor propor pequenas soluções e superar expectativas.

- Impreciso: ele sempre “acha que”. Em reuniões ou apresentações oferece dados, números ou informações sem ter certeza de sua veracidade. O resultado dessa atitude é a falta de confiança e de credibilidade. Na dúvida diga apenas que vai confirmar a informação antes de divulgá-la.

- Teimoso: não admite perder uma discussão, e por esse motivo argumenta sem a menor necessidade. Certo ou errado, a última palavra sempre tem que ser a dele. Perde por não ficar calado, e de persistente torna-se o insistente, o chato teimoso.

- Esquecido: quando elogiado por um trabalho realizado em equipe nunca se lembra de dizer quem o ajudou. Para que mencionar os nomes dos colegas se pode ficar com o crédito só para ele? Como resultado ele adquire a imagem de mesquinho, individualista.

- Crítico: ele adora criticar o trabalho dos colegas, mas nunca oferece uma sugestão. Sempre acha defeito naquilo que não é sua obra. O que ganha com isso? A imagem de invejoso, de “cricri”.

- Pessimista: você se lembra do desenho animado “Lippy and Hardy”, em que Hardy era uma hiena pessimista que passava o dia dizendo “Oh dia, oh céus, oh azar... Isso não vai dar certo!”. Precisa falar mais alguma coisa?

Assumir algum desses papéis, por um descompasso da vida, em um momento de descontrole que não vai mais se repetir, pode até acontecer, mas adotar como atitude jamais.

Rótulo só fica bom em produtos!
Imagem: Getty Images

11 de novembro de 2008

"QUEM NÃO SE COMUNICA..."

A relação das habilidades que precisamos desenvolver para termos êxito profissional é grande, mas entre todas penso que a comunicação verbal seja a mais importante.

Ao planejarmos a nossa carreira pensamos na faculdade, nos cursos para aquisição de conhecimento e desenvolvimento de competências, no aprendizado de informática e outras línguas, mas não pensamos em melhorar nosso poder de comunicação.

Comunicar-se bem no mercado de trabalho é fator preponderante para o sucesso profissional, o que demanda atenção para o assunto.

Nas organizações nossa expressão verbal é testada em reuniões, apresentações, explicações, solicitações e em tantas outras situações que podem nos enredar se não soubermos nos comunicar.

A forma como nos expressamos verbalmente tem o poder de determinar nossa imagem, positiva ou negativamente.

Já vi muitos profissionais se envolverem em situações complicadas por não conseguirem se comunicar, seja por timidez, seja por falta de preparo: candidatos que em dinâmicas de grupo não abriram a boca e foram eliminados, funcionários com total desconhecimento sobre a empresa em que trabalhavam e por esse motivo causaram danos e prejuízos, membros de equipe que se omitiram em momentos críticos prejudicando colegas e o próprio grupo, entre tantos outros.

Insegurança, desconhecimento, medo do ridículo, vários são os fatores que podem comprometer nossa comunicação, mas não podemos nos render a eles e comprometer nossa carreira.

Ao invés de se esconder em suas dificuldades, busque desenvolver sua competência comunicativa. Existem vários cursos de expressão verbal no mercado que podem lhe ajudar a sentir-se mais seguro, através do desenvolvimento de sua autoconfiança e oferecimento de técnicas que te ajudarão a se comunicar mais e melhor.

Mas cuidado: falar bem não significa falar demais. A prudência também é essencial no mundo corporativo.
Imagem: Getty Images

7 de novembro de 2008

RH X CRISE INTERNACIONAL


Confesso que possuo poucos conhecimentos em economia, mas como boa parte dos brasileiros estou preocupada. Neste momento conturbado, em que o mundo voltou seus olhos para as negociações das bolsas, eu também me pergunto: Qual o real tamanho dessa crise? Quanto tempo ela vai durar? Como as empresas serão afetadas? E o meu emprego?

Com tantas dúvidas resolvi pesquisar, me informar, e posto aqui minhas impressões.

Apesar das análises dos especialistas não temos respostas exatas para essas perguntas, entretanto, mesmo sem prever o futuro, é possível levantar hipóteses estudando o passado.

A Grande Depressão de 1929, que teve seu início com a redução da produção industrial americana, e consolidou-se com a queda das bolsas de Nova Iorque e New York Stock Exchange, trouxe para todo o mundo a elevação da inflação, a queda do PIB, a baixa nos preços das ações, a redução das atividades econômicas e, inevitavelmente, o desemprego.

Essa crise persistiu até a década de 30, fechando inúmeras empresas e deixando milhões desempregados, e terminou cerca de três anos depois com o New Deal, uma série de políticas econômicas adotadas por Rosevelt, presidente dos EUA da época. O Brasil viveu a crise de 1929 por meio de uma desordem econômica causada pela queda dos preços do café, sua única comódite no período.

Em 1973 passamos por um outro momento crítico com a crise do petróleo. Iniciada com o déficit de oferta, e com a nacionalização de vários conflitos, os preços do barril atingiram valores astronômicos, causando recessão nos EUA e consequentemente uma desestabilização mundial com a alta dos juros. Dividida em cinco fases, a última delas ocorreu neste ano, com o aumento de 100% do preço do barril no período de Janeiro a Julho.

Assustamos-nos com a crise do México em 1994, ano de implantação do Plano Real. Mais um susto com a crise dos Tigres Asiáticos entre os anos de 1997 e 1998, mesmo período da crise russa, quando o Brasil perdeu milhões. Com a crise da Argentina em 2001 não foi diferente, ano dos ataques de 11 de setembro, que também afetaram as bolsas. E cá estamos nós, em meio a mais uma crise!

No início desta década os juros baixos nos EUA incentivaram empréstimos em que as residências eram a garantia do negócio. Os juros atrativos fomentaram o crédito imobiliário, e a oferta de casas desvalorizou os imóveis. Com juros mais altos que o normal esse tipo de empréstimo endividou milhões de americanos que, com seus imóveis hipotecados, não têm como saldar seus compromissos. Essa inadimplência prejudicou outros setores devido à baixa do consumo, comprometendo toda a economia.

E o resto da história nós já conhecemos...

Como o destino é incerto, algumas empresas assumiram uma postura preventiva, adotando medidas de redução de custos: férias coletivas, diminuição na produção, redução de matéria prima, produtos, investimentos e pessoal. Essa postura conservadora pode acarretar uma negativa reação em cadeia no mercado, iniciada pelas grandes organizações.

Vulneráveis, e com muitas dúvidas, penso que nós, trabalhadores, deveríamos adotar a mesma postura das organizações: cortar custos, evitar compras a prazo, fugir dos juros altos, etc. Em resumo, poupar, mesmo com todas as medidas que estão sendo tomadas para se evitar um “efeito dominó” na economia.

Na análise das organizações o custo de pessoal é o mais visado, por ser o mais representativo. Em empresas prestadoras de serviço, por exemplo, a folha de pagamento pode representar 75%. Bom, aí a demissão torna-se inevitável, e nesses casos vão embora os funcionários que já estavam na “corda bamba”: aqueles que não apresentam um bom desempenho, os “reclamões”, os que possuem problemas de relacionamento, aqueles que sempre apresentam atestado médico, ou mesmo os recentemente admitidos. Para esses casos, a desculpa para a demissão pode ser a “conjuntura econômica”.

Mas os bons funcionários não podem se acomodar, pois no caso de uma grande recessão eles também podem ser demitidos, e a conjuntura econômica não será mera desculpa.

Pense: você faz falta para a empresa em que trabalha? Qual importância você tem para a instituição? É preciso avaliar nosso risco, e se formos importantes, boa notícia: mesmo em situação de crise as empresas procuram manter os melhores funcionários.

Na última semana, em conversa com um executivo de RH do mercado financeiro, ouvi a seguinte frase: “Precisamos manter as cabeças para pensarmos e nos planejarmos para quando o mercado estiver aquecido”. Ou seja, a crise vai passar, e a empresa precisa estar pronta para esse momento, e para isso é mais fácil manter os funcionários que contribuem para a estratégia organizacional do que iniciar um grande processo seletivo.

Nas crises anteriores o mercado se recuperou com a estabilização da economia americana, e isso pode voltar a acontecer, considerando o resultado da eleição presidencial nos EUA. Logo após a eleição de Obama houve uma pequena recuperação do mercado asiático, o mais afetado até agora por depender demasiadamente do consumo norte-americano, o que pode ser um indício de melhora, mas também de euforia, ainda não sabemos.

Com tudo isso, o conselho do RH para os profissionais é “seja prudente”: aguarde o reaquecimento do mercado para mudar de emprego, abrir o próprio negócio ou fazer investimentos. E se por acaso ficar desempregado neste período, não se acanhe em aceitar uma proposta de emprego temporário, mesmo que não seja na sua área. Quando as coisas melhorarem as empresas darão preferência para quem não ficou parado.

No mais, nos resta esperar. Esperar, do latim sperare. Estando à espera, com esperança...

Nossa única certeza: “isso também vai passar”.
Imagem: Getty Images

6 de novembro de 2008

"CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS"

Foto By Max G Pinto

Recentemente a revista "Isto É" publicou a entrevista que Camilo Vannuchi fez com o psiquiatra e psicoterapeuta Roberto Shinyashiki, autor de vários livros.

Longe de ser uma lição de auto-ajuda, na entrevista Shinyashiki combate a supervalorização das aparências, e diz que ao Brasil falta competência, e não auto-estima.

O autor também comenta os jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias: “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras”.

Leia a entrevista abaixo.


ISTOÉ
– Quem são os heróis de verdade?
Shinyashiki – Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoade sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado,viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Issoé uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários quenão chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidãode fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de quenão valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida,e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ – O sr. citaria exemplos?
Shinyashiki – Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ – Qual o resultado disso?
Shinyashiki – Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki – O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ – Há um script estabelecido?
Shinyashiki – Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidentede multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todosrespondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho decabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefequer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizadoou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesmaforma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ – Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki – Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ – Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki – Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ – Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki – Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ – O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki – Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ – É comum colocar a culpa nos outros?
Shinyashiki – Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a metaé crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.

ISTOÉ – Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki – Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki – O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

ISTOÉ – O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?
Shinyashiki – Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na horada morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha parao lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua belezae o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.

5 de novembro de 2008

ASSISTA A UMA PALESTRA


Sempre acreditei que a tecnologia é uma poderosa aliada para os profissionais, ainda mais no momento que denominamos “Era do Conhecimento”.

Muitas pessoas deixam de participar de cursos, congressos e eventos porque não têm tempo, não podem se ausentar do trabalho, ou algum outro motivo que não é mais desculpa com o desenvolvimento tecnológico a pleno vapor.

Exemplo disso é o ConviRH, um congresso pioneiro sobre práticas de gestão de pessoas, realizado totalmente pela Internet.

Esse congresso virtual facilita a participação de profissionais em palestras e fóruns de discussão que ficam disponíveis por 24 horas. Dessa forma o participante pode assistir às palestras em qualquer hora, em qualquer lugar, bastando para isso um acesso à Internet.

Em termos tecnológicos, o participante precisa de um computador conectado à Internet, com navegador Explorer ou Firefox, o Flash Player, placa e caixas de som ou fones de ouvido. Vale ressaltar que o participante também pode participar do evento através de palms, smart phones e celulares que acessam a Internet.

A grande vantagem do ConviRh é que o participante pode montar sua própria programação.

Clique aqui para experimentar, e veja a palestra “Motivação e Atitude: Construindo o Seu Sucesso Profissional”, proferida por Gilclér Regina, diretor da CEAG – Desenvolvimento de Talentos.

RECEITA DE SUCESSO


No início desta semana, mais precisamente no dia 3, Max Gehringer, em seu “Mundo Corporativo”, nos ofereceu uma receita para o sucesso.

Segundo o consultor, o manual da carreira se assemelha a um livro de culinária, e o sucesso pode ser obtido pela “mistura” de alguns ingredientes: conhecimento, criatividade, persistência e personalidade.

Entretanto, é preciso ter cuidado para que os mesmos ingredientes não se transformem em soberba, tentativa de mudar o que não precisa ser mudado, teimosia e dificuldade de relacionamento.

Assim como na culinária, na carreira é fundamental não esquecer um importante ingrediente: a sensibilidade.

Clique para ouvir o áudio.


Imagem: Getty Images

22 de outubro de 2008

MULHER MARAVILHA? SÓ COM UMA LIGA DA JUSTIÇA!


Como conciliar o lar, a família e a vida profissional?

Eu me fiz essa pergunta algumas vezes, mas não com a mesma ênfase de quando meu filho nasceu.

Após cinco meses fora do mercado, entre licença maternidade e férias, esta semana eu volto ao trabalho, repleta de dúvidas e angústias, confesso.

Assim, pergunto novamente: como vencer o desafio de conciliar minha casa, minha família e minha carreira?

Na década de 60, com muita propriedade, a mulher colocou os pezinhos para fora de casa em direção ao mercado de trabalho. Quatro décadas depois ela se tornou parte integrante da população economicamente ativa, sendo elemento determinante em alguns setores da economia.

Mas como ficou a estrutura familiar, então?

Com um misto de doçura e determinação, as mulheres têm se organizado em torno de um planejamento familiar focado na divisão de tarefas, o que possibilita a administração de uma agenda repleta de compromissos.

O parceiro, peça chave nesse processo, conduz o sucesso dessa empreitada quando decide trabalhar em equipe, do planejamento e execução das atividades diárias até às oportunidades e condições de emprego.

Babás, secretárias, berçários e outros confortos são bastante úteis, mas nada substitui uma boa parceria.

Olhando para os lados, observando como fazem as mães executivas, consegui me acalmar e me organizar para “voltar a ativa", agora com um novo foco, e muito mais feliz.

Também descobri que não dá para ser a mulher-maravilha sem uma "liga da justiça'". Sem dúvidas, eu e minha família formamos um belo time.

Obrigada, meninos!
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12 de setembro de 2008

CONVERSA COM EMPRESÁRIOS


Leitora de Rubem Alves, divido com vocês o texto "Conversa com Empresários". Nele o autor, sempre de forma delicada, aponta os movimentos, ou fases, vividos pelas empresas nas últimas décadas.

"A filosofia das empresas passou por três fases.

A primeira é representada pelo filme Tempos Modernos, de Chaplin - em que a única coisa que interessava às empresas era o lucro: nenhuma preocupação com a vida dos empregados, que eram tratados como engrenagens de uma máquina; nenhuma preocupação com o meio ambiente, que podia ser degradado impunemente. É a empresa 'máquina'.

A segunda fase está descrita no livro The Organization-Man, de Whyte Jr. - em que a empresa descobre a importância de que seus empregados se sintam bem dentro dela. Fazem-se todos os esforços no sentido de que eles tenham relações harmoniosas entre si e se identifiquem afetivamente com os interesses da empresa. A empresa deve ser o mundo do empregado e a imaginação do empregado deve estar restrita ao mundo da empresa. É a empresa 'família', auto-suficiente e fechada em si mesma.

A terceira fase, que é a que estamos vivendo no momento, se caracteriza por uma revolução de valores. Se, na primeira e na segunda fases a empresa olhava para o mundo exterior apenas como 'mercado', isto é, lugar do lucro, agora ela olha para o mundo exterior como um espaço de vida de que é preciso cuidar. Às relações comerciais agrega-se agora uma dimensão ética: o cuidado com o meio ambiente, a cultura, a educação, o bem-estar, não só dos empregados mas de toda a comunidade que a cerca.

A empresa se descobre como companheira, junto com outros homens, de um espaço comum que deve ser objeto de cuidado, pois o que está em jogo é a qualidade de vida. É a empresa 'cuidadora' ou, se quiserem, numa linguagem poética, empresa "jardineira"...

Gosto da imagem da jardinagem como metáfora para essa relação de cuidado com o meio ambiente e com as relações entre as pessoas. Isso quer dizer que, ao lado do motivo financeiro 'lucro' as empresas estão trabalhando sob motivos éticos.

Penso que os empresários, como "regentes de orquestra", poderiam pensar um programa educativo para os seus 'músicos' em três movimentos:

Primeiro movimento: 'A empresa: lugar bom de se viver'.

Segundo movimento: 'A empresa: lugar bom de se pensar...'.

Terceiro movimento: 'A empresa: cuidadora do mundo'
."

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22 de agosto de 2008

ELEGÂNCIA DE COMPORTAMENTO


Como o foco do Dimensão Humana está na gestão de pessoas, não utilizo-o para a publicação de textos ou artigos de assuntos/autores diversos, mas notas significativas para nossa vida, como estas de Martha Medeiros, sempre terão espaço por aqui.

"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres ou dizer um simples obrigado. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas.

É possível vê-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas pessoas que escutam mais do que falam, e quando falam, passam longe da fofoca e das maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais o saber.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma. Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de convier, que independe de status social: se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la."
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19 de agosto de 2008

INSIGHT >>> CONARH 2008


Entre os dias 19 e 22 de agosto acontecerá em São Paulo o 34◦ CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas.

Uma realização do Sistema Nacional ABRH, este ano o evento trabalhará o tema “Cultura de Valor: Inspirar, Engajar e Superar”.

Mais informações clique aqui.

RH - O DONO DA VERDADE?


O processo seletivo é uma responsabilidade do RH, certo?

Errado! A responsabilidade do processo seletivo é de toda a empresa, não devendo ser executado isoladamente pelo RH.

O principal desafio do processo de Recrutamento e Seleção (R&S) é agregar valor à organização, proporcionando resultados positivos para todos os envolvidos. Dessa forma, se realizado em parceria com a área requisitante o RH tende a alcançar resultados mais satisfatórios.

Levar em conta a cultura organizacional, o clima e a equipe da área demandante, o trabalho a ser realizado e as particularidades que só o requisitante tem condição de apontar, é buscar apreender artefatos visíveis, valores compartilhados e pressupostos básicos para o processo seletivo, e isso só é possível se o RH transitar nas diversas áreas, exercendo uma importante atividade: o TBC (Tire o Bumbum da Cadeira).

Pode parecer engraçado, mas o RH precisa movimentar-se, conhecer as áreas e as pessoas, a fim de que tenha condição de atuar como uma consultoria interna, para todos os seus subsistemas.

O RH é um parceiro estratégico, e não o “dono da verdade”.

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7 de agosto de 2008

DICAS DE EMPREGO


Você está de olho no mercado, em busca de uma oportunidade de trabalho?

Saiba que o conhecimento de algumas regrinhas podem te ajudar nos processos seletivos.

Clique aqui para acessar todo o conteúdo publicado no Dimensão Humana sobre o assunto.

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6 de agosto de 2008

RACIOCÍNIO LÓGICO


Algumas empresas e concursos públicos incluíram em seus processos seletivos a análise do raciocínio lógico dos candidatos.

E como é avaliado?

Podemos avaliar o raciocínio lógico propondo a solução de problemas a partir de alguns dados. Cabe ao candidato explorar as diversas possibilidades e experimentar hipóteses.

Raciocinamos de forma lógica quando resolvemos problemas a partir de dados.

Se você tem interesse em aprimorar seu raciocínio lógico, aqui vão algumas dicas. Clique e aproveite:

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4 de agosto de 2008

FAÇA ESTÁGIO


Segundo a ABRES - Associação Brasileira de Estágios, mais de 1 milhão de estudantes brasileiros estão estagiando atualmente, e se você não faz parte desta estatística eu o aconselho a buscar um estágio.

Dizem as más línguas que o estágio nada mais é do que a contratação de mão de obra barata. Em algumas empresas pode ser, mas o estágio é na verdade um porta de entrada para o mercado de trabalho.

Portanto, assim que iniciar seu curso, seja de nível técnico ou superior, mostre sua cara para o mercado: faça estágio.

Muitos estudantes aguardam a conclusão do curso para buscar uma oportunidade, o que eu considero um erro. Enquanto ainda se está estudando é possível encontrar boas oportunidades junto aos colegas, professores, coordenadores, etc. Mas atenção: a proximidade não dispensa um bom desempenho e relacionamento em sala de aula.

A formação do indivíduo é muito importante para o mercado, mas ela terá um peso maior quando acompanhada da experiência, e é aqui que os estagiários saem na frente. A prática é um grande trunfo para se conseguir um emprego!

Se você já está fazendo estágio, seguem algumas dicas:
  • Mesmo o estágio não sendo um emprego, é fundamental que você adote uma postura extremamente profissional, o que é essencial para sua boa imagem.

  • Busque relacionar-se de forma positiva com as pessoas, respeite os limites que lhe são apresentados, desempenhe as atividades conforme as orientações de seus superiores e se coloque a disposição para aprender.

  • Se observar que pode melhorar algum processo, faça sugestões, mas cuidado para não se desgastar com as pessoas.

  • Procure ajustar-se à cultura da empresa, desempenhar suas tarefas com qualidade e agilidade, mantenha o bom-humor e seja disponível.


Comportando-se desta forma provavelmente você conquistará a confiança das pessoas da equipe, e será bem quisto por ela, que poderá fazer boas recomendações para sua efetivação.

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21 de março de 2008

SE A TURMA É "DE PRIMA", O CURSO NÃO É DIFERENTE


Recentemente estive em uma conceituada escola de negócios em São Paulo participando de um curso voltado para profissionais que atuam com EC - Educação Corporativa. Para minha surpresa a turma era composta, em sua maioria, por homens. Outro detalhe era a diversidade das áreas de formação e especialização dos pofissionais ali presentes.

Em outros tempos eu poderia até questionar, de forma negativa, tamanha heterogeneidade, mas no mercado atual essa é a nossa (imensamente rica) realidade.

Como normalmente os profissionais que atuam com EC não encontram muito tempo para experimentarem suas próprias receitas, em dois dias de curso nos dedicamos ao máximo para aproveitá-lo em sua totalidade.

Creio que conseguimos! De forma harmônica, concentrada e solidária, muito mais que absorver o conteúdo apresentado, construímos conhecimento de forma colaborativa.

As diversas experiências e práticas ali pesentes foram sendo apresentadas desinteressadamente. Cada participante, ao mesmo tempo em que dividia sua rotina, era comentado por colegas com experiências semelhantes ou não, e assim todos abriram espaço para novos conceitos, novas práticas, novas possibilidades.

Aqueles dois dias de curso, na pesença de colegas tão comprometidos e de uma facilitadora tão dedicada, valeram como um renovo em minha via profissional. Hoje posso dizer que é possível estabelecer um novo conceito de T&D na organização onde atuo: mais criativo, dinâmico, participativo, estratégico. Além de uma atuação preventiva, vinculada à estratégia do negócio, é possivel utilizar as ferramentas das quais dispomos para promover a gestão do conhecimento e gerar, de fato, vantagem competitiva.

Registro aqui o meu agradecimento aos colegas e à nossa facilitadora. Parabéns à todos pelo empenho e pelo sucesso que foi nosso curso.

Um grande abraço para vocês!
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11 de janeiro de 2008

SAIA DE FÉRIAS!


Estou de férias, e ao contrário de alguns, não estou tensa!

Muitos profissionais se desesperam quando chega o período em que devem ausentar-se do trabalho, e vários são os motivos: não tomar decisões importantes, medo de que aconteçam mudanças em sua ausência, preocupação com a capacidade da equipe frente às demandas, entre tantos outros.

Como descansar nas férias se você liga para o escritório todos os dias, se faz questão de ler os e-mails diariamente, se utiliza o conference-call para participar de reuniões?

Por favor, se você analisou o melhor momento, organizou suas atividades, planejou seu retorno e deixou os colegas a par dos projetos e pendências, saia de férias (de verdade)! Mude sua rotina, vá para um lugar diferente, faça atividades que lhe dêem prazer, fique na companhia de pessoas agradáveis.

Se você não sair de férias, ou permanecer ligado ao trabalho durante este período, é bem provável que permaneça cansado e estressado, o que afetará diretamente seu rendimento, seu relacionamento e seu sistema imunológico. Sim, você pode ‘ficar incompetente’, brigar com os colegas e adoecer se não descansar!

Programe-se e ausente-se do trabalho por um período. Se precisar entrar em contato, faça-o esporadicamente. Saia de férias para repor as energias, descontrair, mudar o ritmo e a rotina.
Bom, agora quem vai sou eu. Dentro de alguns dias estarei de volta, renovada!

Au revoir!


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