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22 de janeiro de 2009

LIDERANÇA MAGISTRAL


Há algum tempo postei aqui uma analogia entre empresas, equipes e orquestras.

Hoje sugiro que você veja este vídeo.

Inspira-nos a buscar a maestria na gestão de pessoas.

Imagem: Getty Images

19 de agosto de 2008

RH - O DONO DA VERDADE?


O processo seletivo é uma responsabilidade do RH, certo?

Errado! A responsabilidade do processo seletivo é de toda a empresa, não devendo ser executado isoladamente pelo RH.

O principal desafio do processo de Recrutamento e Seleção (R&S) é agregar valor à organização, proporcionando resultados positivos para todos os envolvidos. Dessa forma, se realizado em parceria com a área requisitante o RH tende a alcançar resultados mais satisfatórios.

Levar em conta a cultura organizacional, o clima e a equipe da área demandante, o trabalho a ser realizado e as particularidades que só o requisitante tem condição de apontar, é buscar apreender artefatos visíveis, valores compartilhados e pressupostos básicos para o processo seletivo, e isso só é possível se o RH transitar nas diversas áreas, exercendo uma importante atividade: o TBC (Tire o Bumbum da Cadeira).

Pode parecer engraçado, mas o RH precisa movimentar-se, conhecer as áreas e as pessoas, a fim de que tenha condição de atuar como uma consultoria interna, para todos os seus subsistemas.

O RH é um parceiro estratégico, e não o “dono da verdade”.

Imagem: Getty Images

21 de março de 2008

SE A TURMA É "DE PRIMA", O CURSO NÃO É DIFERENTE


Recentemente estive em uma conceituada escola de negócios em São Paulo participando de um curso voltado para profissionais que atuam com EC - Educação Corporativa. Para minha surpresa a turma era composta, em sua maioria, por homens. Outro detalhe era a diversidade das áreas de formação e especialização dos pofissionais ali presentes.

Em outros tempos eu poderia até questionar, de forma negativa, tamanha heterogeneidade, mas no mercado atual essa é a nossa (imensamente rica) realidade.

Como normalmente os profissionais que atuam com EC não encontram muito tempo para experimentarem suas próprias receitas, em dois dias de curso nos dedicamos ao máximo para aproveitá-lo em sua totalidade.

Creio que conseguimos! De forma harmônica, concentrada e solidária, muito mais que absorver o conteúdo apresentado, construímos conhecimento de forma colaborativa.

As diversas experiências e práticas ali pesentes foram sendo apresentadas desinteressadamente. Cada participante, ao mesmo tempo em que dividia sua rotina, era comentado por colegas com experiências semelhantes ou não, e assim todos abriram espaço para novos conceitos, novas práticas, novas possibilidades.

Aqueles dois dias de curso, na pesença de colegas tão comprometidos e de uma facilitadora tão dedicada, valeram como um renovo em minha via profissional. Hoje posso dizer que é possível estabelecer um novo conceito de T&D na organização onde atuo: mais criativo, dinâmico, participativo, estratégico. Além de uma atuação preventiva, vinculada à estratégia do negócio, é possivel utilizar as ferramentas das quais dispomos para promover a gestão do conhecimento e gerar, de fato, vantagem competitiva.

Registro aqui o meu agradecimento aos colegas e à nossa facilitadora. Parabéns à todos pelo empenho e pelo sucesso que foi nosso curso.

Um grande abraço para vocês!
Imagem: Getty Images

10 de agosto de 2007

EMPRESA ORQUESTRADA


Ontem tive o prazer de assistir, da primeira fila, a incrível Duke Ellington Orchestra, uma das atrações do Jazz Festival 2007. Além de presenciar um verdadeiro espetáculo, conversei rapidamente com alguns dos geniais e simpáticos músicos, que ainda posaram para fotos (primeira visita ao Brasil).

Tietagem à parte, durante a apresentação eu pensei sobre como as empresas podem ser mais interessantes, e produtivas, se seus profissionais forem um pouco músicos...

Uma orquestra é um agrupamento instrumental que se destina à reprodução de música, ajustando o número de musicistas de acordo com a obra a ser produzida, podendo incluir músicos freelancer para tocar instrumentos específicos que não compõe o conjunto oficial.

Dividida em grupos ou naipes, distintos pelos instrumentos, a orquestra possui uma hierarquia, e em cada um dos naipes há um solista que executa trechos individualmente e exerce a função de liderança.

Assim como nas empresas, a orquestra apresenta um líder principal, o maestro, responsável pela condução de todo o trabalho e pelos resultados apresentados pelo conjunto. É o maestro quem dá o tom, proporcionando uniformidade ao grupo através da marcação do tempo.

Os músicos são altamente organizados na distribuição de uma orquestra, e afora competência técnica, motivação e trabalho em equipe, demonstram uma elevada preocupação com a própria capacitação e aperfeiçoamento.

A qualidade do trabalho apresentado por uma orquestra é fruto de um refinado trabalho colaborativo, executado por uma equipe focada no resultado e na superação. A precisão da obra deve-se à afinação de músicos e instrumentos, mas acima de tudo à harmonia gerada por uma comunicação clara e objetiva.

Na apresentação da Duke Ellington Orchestra contemplei profissionais competentíssimos, talentosíssimos individualmente, mas afinados com o propósito do grupo e com o objetivo a ser alcançado. Os músicos da noite passada, cada qual com seu instrumento, com sua performance, com sua produção, construíram música de extraordinária qualidade, e foram aplaudidos de pé por um teatro lotado e completamente emocionado.

Ah, o público reagiu daquela forma porque teve sua demanda atendida com excelência.