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24 de março de 2009

INSIGHT >>> CURSO GRATUITO MICROSOFT


A Microsoft promoverá um curso gratuito para a capacitação de estudantes do ensino médio, técnico e universitário.

Este curso é o S2B - Microsoft Students to Business, cujo objetivo é preparar alunos para assumirem ofertas de emprego na área de tecnologia. Dividido em três fases, o curso tem duração de 84 horas, e é composto por palestras, aulas teóricas e aulas práticas

Ao final do curso, além do certificado recebido, o aluno participará de uma feira de empregos.

As aulas acontecerão nas seguintes cidades: Araraquara, Bauru, Belém, Belo Horizonte, Brasília,Campo Limpo Paulista, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Joinville, Manaus,Maringá, Olinda, Paraíba, Petrópolis, Porto Alegre, Recife, RibeirãoPreto, Rio de Janeiro, Salvador, São José do Rio Preto, São José dosCampos, São Paulo, Aracajú e Vitória.

As inscrições estarão abertas até o dia 31 deste mês.

Mais informações e inscrição clique aqui.

2 de janeiro de 2009

LÍNGUA PORTUGUESA


Muitos afirmam que a língua portuguesa é uma das mais difíceis, e isso devido aos inúmeros acentos. Se você concorda, fique feliz: entraram em vigor as novas regras ortográficas.

As mudanças na nossa língua culta (por vezes oculta) foram estabelecidas em um decreto assinado em setembro de 2008, cujo propósito é tornar nosso português mais fácil, principalmente para os estrangeiros.

A reforma ortográfica pretende unificar o registro escrito nos países que falam português: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor Leste.

Entre 01 de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012 passaremos por um período de transição, no qual ficam valendo tanto a ortografia atual quanto as novas regras. Nos livros escolares a incorporação das mudanças será obrigatória a partir de 2010.

Acompanhe as alterações:
  • O K, o W e o Y entram no alfabeto, que passa a ter 26 letras.
  • O trema desaparece nas palavras em português. Só fica em palavras estrangeiras como Hübner e Müller. A pronúncia não muda. Exemplos: AGÜENTAR = AGUENTAR, AQÜÍFERO = AQUÍFERO, TRANQÜILO = TRANQUILO, BILÍNGÜE = BILINGUE.
  • O acento agudo desaparece nos ditongos abertos EI e OI em palavras como IDÉIA e HERÓICO, que ficarão IDEIA e HEROICO. A pronúncia não muda.
  • O acento circunflexo desaparece com o duplo O e o duplo E, como VÔO, ENJÔO, CRÊEM, LÊEM, DÊEM e VÊEM, que passam a ser escritas da seguinte forma: VOO, ENJOO, CREEM, LEEM, DEEM e VEEM.
  • Desaparecem os acentos agudos ou circunflexos que servem para diferenciar palavras como: PÁRA (do verbo parar) ≠ PARA (preposição), PÉLA (do verbo pelar) ≠ PELA (combinação da preposição por + a), PÊLO (substantivo) ≠ PELO (combinação da preposição por + o). Os acentos só não desaparecem em: PÔR (verbo - infinitivo) ≠ POR (preposição), PÔDE (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) ≠ PODE (3ª do singular do presente do indicativo).
  • O hífen some quando o segundo elemento da palavra começar com S ou R. Nestes casos, as consoantes devem ser dobradas, como em ANTISSEMITA (hoje "anti-semita"), ANTIRRELIGIOSO (atualmente "anti-religioso") e CONTRARREGRA (hoje "contra-regra"). Cuidado com a exceção: quando os prefixos terminam em R se mantém o hífen, como em HIPER-REQUINTADO e SUPER-RESISTENTE.

Com essas alterações teremos a oportunidade de colocar em prática nossa competência "flexibilidade para mudanças".

: - D

Imagem: Getty Images

2 de dezembro de 2008

DESCOLAGEM: TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO

Com o objetivo de desenvolver, apoiar e reconhecer ações educacionais e culturais que promovam o desenvolvimento humano por meio das TIC´s - Tecnologias da Informação e Comunicação, a empresa de telecom Oi criou o Oi Futuro, o instituto, ou instrumento de colaboração, voltado para a redução das distâncias sociais no Brasil.

Apoiando projetos de terceiros, o Oi Futuro estabelece parcerias e desenvolve programas nas áreas de difusão do conhecimento.

No Oi Futuro existe o programa Nave – Núcleo Avançado de Educação, voltado para a pesquisa e desenvolvimento de soluções educativas que utilizem de forma diferenciada as tecnologias da informação e comunicação no ensino médio. Este programa é estruturado através de parcerias com as secretarias estaduais de educação, a iniciativa privada e os organismos do terceiro setor.

O Nave promove o evento Descolagem, que pode ser entendido como um meio de difusão de informação e conhecimento, seja por meio de palestras, mesas redondas, filmes, performances, cursos workshops ou qualquer outra que se adeque ao momento.

Neste evento qualquer um pode ter a palavra, presencialmente ou a distância, já pode ser acompanhado ao vivo pela Internet.

No Descolagem #3, realizado em 22 de novembro, o tema discutido foi Tecnologia e Educação: Uma Nova Escola Para um Novo Aluno, aluno este que pertence à geração da internet, dos games, das multitarefas. Estiveram presentes Paulo Blikstein, professor em Stanford na área de novas tecnologias para educação, Luli Radfahrer, Ph.D. em comunicação digital pela ECA-USP e Patrícia Konder Lins e Silva, diretora pedagógica da Escola Parque no Rio de Janeiro.

Luli Radfahrer, Ph.D. em comunicação digital pela ECA-USP, onde também é professor há mais de dez anos, trabalha com internet desde 1994, já dirigiu as divisões digitais de algumas das maiores agências de propaganda do país e entre 1999 e 2001 trabalhou em Nova York e Londres, dirigindo portais de conteúdo digital. Voltou ao Brasil em 2002 para redesenhar a AOL. Hoje é consultor de inovação digital com clientes no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Oriente Médio.

Bom, deixo aqui a palestra do Luli, que procurou evidenciar que o processo de aprendizado já não é mais exclusividade das salas de aula.

Muito bacana!


27 de novembro de 2008

INSIGHT >>> CONHECIMENTO NÃO TEM PREÇO

Hoje, dia 27 de novembro, comemoramos o Dia Nacional da Educação a Distância, instituído pela ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância no ano de 2003.

Neste aniversário podemos comemorar os avanços dessa modalidade de ensino, e todos os resultados alcançados até então.

E como dia de aniversário é dia de ganhar presente, fomos agraciados com várias ações e atividades de EAD que estão acontecendo em todo o país (clique aqui para saber mais).

Em especial, a empresa WebAula, fornecedora nacional de e-learning, nos ofereceu um ticket de desconto de 100% em qualquer curso do Shopping WebAula.

Clique aqui para se cadastrar e "apanhar o seu presente".

Aproveite este dia. Afinal, "conhecimento não tem preço"!

6 de novembro de 2008

"CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS"

Foto By Max G Pinto

Recentemente a revista "Isto É" publicou a entrevista que Camilo Vannuchi fez com o psiquiatra e psicoterapeuta Roberto Shinyashiki, autor de vários livros.

Longe de ser uma lição de auto-ajuda, na entrevista Shinyashiki combate a supervalorização das aparências, e diz que ao Brasil falta competência, e não auto-estima.

O autor também comenta os jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias: “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras”.

Leia a entrevista abaixo.


ISTOÉ
– Quem são os heróis de verdade?
Shinyashiki – Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoade sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado,viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Issoé uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários quenão chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidãode fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de quenão valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida,e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ – O sr. citaria exemplos?
Shinyashiki – Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ – Qual o resultado disso?
Shinyashiki – Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki – O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ – Há um script estabelecido?
Shinyashiki – Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidentede multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todosrespondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho decabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefequer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizadoou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesmaforma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ – Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki – Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ – Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki – Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ – Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki – Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ – O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki – Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ – É comum colocar a culpa nos outros?
Shinyashiki – Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a metaé crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.

ISTOÉ – Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki – Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki – O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

ISTOÉ – O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?
Shinyashiki – Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na horada morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha parao lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua belezae o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.

5 de novembro de 2008

ASSISTA A UMA PALESTRA


Sempre acreditei que a tecnologia é uma poderosa aliada para os profissionais, ainda mais no momento que denominamos “Era do Conhecimento”.

Muitas pessoas deixam de participar de cursos, congressos e eventos porque não têm tempo, não podem se ausentar do trabalho, ou algum outro motivo que não é mais desculpa com o desenvolvimento tecnológico a pleno vapor.

Exemplo disso é o ConviRH, um congresso pioneiro sobre práticas de gestão de pessoas, realizado totalmente pela Internet.

Esse congresso virtual facilita a participação de profissionais em palestras e fóruns de discussão que ficam disponíveis por 24 horas. Dessa forma o participante pode assistir às palestras em qualquer hora, em qualquer lugar, bastando para isso um acesso à Internet.

Em termos tecnológicos, o participante precisa de um computador conectado à Internet, com navegador Explorer ou Firefox, o Flash Player, placa e caixas de som ou fones de ouvido. Vale ressaltar que o participante também pode participar do evento através de palms, smart phones e celulares que acessam a Internet.

A grande vantagem do ConviRh é que o participante pode montar sua própria programação.

Clique aqui para experimentar, e veja a palestra “Motivação e Atitude: Construindo o Seu Sucesso Profissional”, proferida por Gilclér Regina, diretor da CEAG – Desenvolvimento de Talentos.

19 de agosto de 2008

INSIGHT >>> CONARH 2008


Entre os dias 19 e 22 de agosto acontecerá em São Paulo o 34◦ CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas.

Uma realização do Sistema Nacional ABRH, este ano o evento trabalhará o tema “Cultura de Valor: Inspirar, Engajar e Superar”.

Mais informações clique aqui.

4 de agosto de 2008

FAÇA ESTÁGIO


Segundo a ABRES - Associação Brasileira de Estágios, mais de 1 milhão de estudantes brasileiros estão estagiando atualmente, e se você não faz parte desta estatística eu o aconselho a buscar um estágio.

Dizem as más línguas que o estágio nada mais é do que a contratação de mão de obra barata. Em algumas empresas pode ser, mas o estágio é na verdade um porta de entrada para o mercado de trabalho.

Portanto, assim que iniciar seu curso, seja de nível técnico ou superior, mostre sua cara para o mercado: faça estágio.

Muitos estudantes aguardam a conclusão do curso para buscar uma oportunidade, o que eu considero um erro. Enquanto ainda se está estudando é possível encontrar boas oportunidades junto aos colegas, professores, coordenadores, etc. Mas atenção: a proximidade não dispensa um bom desempenho e relacionamento em sala de aula.

A formação do indivíduo é muito importante para o mercado, mas ela terá um peso maior quando acompanhada da experiência, e é aqui que os estagiários saem na frente. A prática é um grande trunfo para se conseguir um emprego!

Se você já está fazendo estágio, seguem algumas dicas:
  • Mesmo o estágio não sendo um emprego, é fundamental que você adote uma postura extremamente profissional, o que é essencial para sua boa imagem.

  • Busque relacionar-se de forma positiva com as pessoas, respeite os limites que lhe são apresentados, desempenhe as atividades conforme as orientações de seus superiores e se coloque a disposição para aprender.

  • Se observar que pode melhorar algum processo, faça sugestões, mas cuidado para não se desgastar com as pessoas.

  • Procure ajustar-se à cultura da empresa, desempenhar suas tarefas com qualidade e agilidade, mantenha o bom-humor e seja disponível.


Comportando-se desta forma provavelmente você conquistará a confiança das pessoas da equipe, e será bem quisto por ela, que poderá fazer boas recomendações para sua efetivação.

Imagem: Getty Images

25 de março de 2008

INSIGHT >>> ConviRH 2008

De 15 a 30 de maio deste ano acontecerá o ConviRH 2008.

O ConviRH é um congresso virtual sobre práticas de gestão de pessoas, onde os temas são apresentados e discutidos através de palestras virtuais e fóruns on-line.

Na edição de 2007 o ConviRH contou com a participação de 1300 congressistas do Brasil, de Portugal, Angola e Moçambique.

Na edição deste ano acontecerão mais de 30 apresentações envolvendo questões conceituais e exposições práticas, atuais e reais, de empresas brasileiras e multinacionais.

Assim como os cursos a distância, os congressos virtuais oferecem oportunidade de acesso à informação para pessoas que por alguma razão não têm condição de participar dos eventos presenciais.

Clique aqui para conhecer mais sobre o congresso e fazer sua inscrição (R$180,00).

Além de uma boa oportunidade para atualização, o congresso oferece a possibilidade de intrcâmbio acerca das práticas de gestão de pessoas e estimula a integração dos profissionais de RH.

21 de março de 2008

SE A TURMA É "DE PRIMA", O CURSO NÃO É DIFERENTE


Recentemente estive em uma conceituada escola de negócios em São Paulo participando de um curso voltado para profissionais que atuam com EC - Educação Corporativa. Para minha surpresa a turma era composta, em sua maioria, por homens. Outro detalhe era a diversidade das áreas de formação e especialização dos pofissionais ali presentes.

Em outros tempos eu poderia até questionar, de forma negativa, tamanha heterogeneidade, mas no mercado atual essa é a nossa (imensamente rica) realidade.

Como normalmente os profissionais que atuam com EC não encontram muito tempo para experimentarem suas próprias receitas, em dois dias de curso nos dedicamos ao máximo para aproveitá-lo em sua totalidade.

Creio que conseguimos! De forma harmônica, concentrada e solidária, muito mais que absorver o conteúdo apresentado, construímos conhecimento de forma colaborativa.

As diversas experiências e práticas ali pesentes foram sendo apresentadas desinteressadamente. Cada participante, ao mesmo tempo em que dividia sua rotina, era comentado por colegas com experiências semelhantes ou não, e assim todos abriram espaço para novos conceitos, novas práticas, novas possibilidades.

Aqueles dois dias de curso, na pesença de colegas tão comprometidos e de uma facilitadora tão dedicada, valeram como um renovo em minha via profissional. Hoje posso dizer que é possível estabelecer um novo conceito de T&D na organização onde atuo: mais criativo, dinâmico, participativo, estratégico. Além de uma atuação preventiva, vinculada à estratégia do negócio, é possivel utilizar as ferramentas das quais dispomos para promover a gestão do conhecimento e gerar, de fato, vantagem competitiva.

Registro aqui o meu agradecimento aos colegas e à nossa facilitadora. Parabéns à todos pelo empenho e pelo sucesso que foi nosso curso.

Um grande abraço para vocês!
Imagem: Getty Images

21 de dezembro de 2007

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO EM EAD


Na última semana tivemos um tema interessante na especialização: Planejamento X Avaliação. Confesso que passei algum tempo refletindo sobre, tentando "separar" essas atividades, mas não ví muitas alternativas...

Se existe uma espinha dorsal na EAD esta espinha é o planejamento. É o planejamento que norteia os processos e políticas, articulando as pessoas e suas ações.

Pensar sobre o planejamento é pensar na dimensão pedagógica, administrativa, legal e, principalmente, humana dos projetos de EAD, no sentido de desenvolver não só competências técnicas e profissionais, mas também contribuir para a formação humana, conforme citado por Peters (2001).

Segundo Vasconcelos (1995), também é necessário ter clareza sobre o modo como pretendemos diminuir a distância entre o ideal e o real, na definição das prioridades, adequando assim as estratégias de ensino/aprendizagem.

Analisar os objetivos, as justificativas, as estratégias adotadas, o cronograma, os recursos, o material didático, entre outros aspectos, considerando sempre a adequação destes ao contexto e a necessidade dos alunos, são aspectos críticos para o sucesso dos projetos, contribuindo assim para o alcance dos resultados esperados.

No que diz respeito a avaliação é imprescindível definir os aspectos mais relevantes, sempre considerando as diversas perspectivas envolvidas, e avaliar todas as dimensões do projeto.

Quanto mais participativo for o planejamento mais participativa será a avaliação, e mais fundamentada será a utilização das informações fornecidas por ela.

Na avaliação devemos considerar o uso que faremos dos dados e informações levantadas, possibilitando-nos a adequação de pontos incongruentes do projeto e sistema ensino/aprendizagem.

Assim, planejamento e avaliação devem sempre acompanhar o contexto no qual o aluno está inserido, bem como suas expectativas, considerando em todo o momento a formação do ser humano, e o desenvolvimento de competências colaborativas e solidárias.

Abs.
Imagem: Getty Images

27 de junho de 2007

PROFISSIONAL DO FUTURO

O exemplar de junho/07 da revista Tam Magazine, uma publicação da Spring Comunicações do Brasil para a Tam Linhas Aéreas, trouxe uma entrevista com Gilberto Guimarães, professor e consultor da FGV, que falou sobre as modificações no mercado de trabalho e da abertura de espaço para um novo tipo de profissional: o trabalhador do conhecimento.

Segue abaixo um resumo da entrevista.

>>>Principais mudanças no mercado de trabalho nos últimos anos.

Segundo Guimarães é possível notar uma profunda transformação no mercado de um modo geral, e também na economia das empresas, o que levou ao esgotamento do mercado consumidor. Daí a globalização: com um mercado esgotado busca-se consumidor na nação vizinha. A produtividade do trabalhador passou a ser medida pelo seu conhecimento, e não mais pela velocidade do seu trabalho. “No mundo atual o trabalhador do conhecimento sabe mais que seu chefe.” Neste ponto da entrevista Guimarães comentou sobre o Universo da Sociedade do Conhecimento, imaginado por Peter Drucker.

>>>Vantagens e desvantagens das mudanças para o trabalhador.

Guimarães ilustrou sua fala com um modelo piramidal, dividido em três partes: na base os trabalhadores sem especialização, que vendem sua força física e precisam estar presentes no trabalho (estes estão em desvantagem). No centro da pirâmide os profissionais especializados, mas que não apresentam atribuições para gestão (estes possuem melhor qualidade de vida, pois não precisam estar na empresa). E no topo estão os especialistas que possuem as características necessárias para assumirem uma liderança.

>>>Características profissionais valorizadas atualmente.

Especialização, autoconhecimento, autocontrole, empatia, coragem para decidir, influência, e antecipação aos movimentos do mercado.

>>>Emprego seguro.

O empregado tem que buscar empregabilidade por conta própria; o quanto ele vale para a empresa.

>>>Modelo para o Brasil.

Modelo americano, no qual o contrato dispensa a carteira de trabalho, com flexibilização da legislação. Criada pra proteger o trabalhador da indústria, nossa CLT é ultrapassada para a era do conhecimento.

>>>Panorama do mercado para as próximas décadas.

O trabalhador se preocupará em vender sua competência, e não com a perenidade do trabalho. Teremos uma legião de prestadores de serviços, craques em suas especialidades, e estas serão colocadas à disposição de projetos e organizações. A não-presença profissional será muito forte. A mudança na estrutura educacional será necessária, pois a estrutura atual é idêntica às indústrias: inflexíveis com relação a horário e descanso intermediário.

“O líder do futuro não dará ordens. Pedirá colaboração.”

14 de junho de 2007

E O PROFESSOR?


A educação é apontada no Brasil como política estratégica para o desenvolvimento social, econômico e cultural do país, sendo capaz, segundo especialistas, de promover o crescimento com justa distribuição de renda.


No site do MEC é possível observar que a democratização e o acesso ao ensino superior são questões prioritárias para nosso governo, que também investe na infra-estrutura, tecnologia e em assistencialismo para a educação básica. De um modo geral, os projetos identificados no site tratam da liberação de recursos, transporte escolar, livros, bibliotecas e laboratórios para o ensino básico, aumento do número de cursos e das vagas para o ensino superior além da maximização do número de alunos matriculados e titulados em cursos de pós-graduação.


Considerando então a perspectiva dos especialistas, na qual a melhoria do nível de desenvolvimento do País está relacionada ao aumento da escolaridade da população, podemos dizer que tivemos um avanço significativo, o que torna louvável os investimentos realizados. Mas tenho pra mim que ainda estamos longe de resolver nossa problemática educacional.


A LDB, baseada no princípio do direito universal à educação para todos, nos proporcionou diversas mudanças, mas chegou o momento de pensarmos e atuarmos de forma a potencializar aspectos “qualitativos” do processo ensino/aprendizagem. É inegável o esforço para democratização do ensino, que é um direito do cidadão, mas tal esforço deve considerar um ensino de qualidade.


Discursos pela educação são sempre apaixonados, recheados de ideais e filosofia, mas no momento precisamos de razão para avaliar os processos perguntando “como tem sido feito?”, ao invés de questionarmos “o que tem sido feito?”.


Mais que valorizar a escola é preciso valorizar, capacitar e desenvolver o profissional de educação. Não desconsidero o investimento na infra-estrutura, na tecnologia e nos processos pedagógicos, mas sem um profissional competente para dinamizar tudo isso, de nada vale.


Investir na dimensão humana. Isso sim é “investimento na educação básica”. Eis o desafio que, vencido, proporcionará uma educação de qualidade, capaz de proporcionar crescimento econômico, com distribuição de renda e justiça social.
Imagem: Getty Images