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6 de julho de 2010

SABÁTICO, VOLTEI DO MEU



Na década de 50, no intuito de motivar funcionários que se apresentavam sem perspectivas, algumas empresas adotaram um programa diferenciado: o sabático.

Originado do hebraico e citado nos livros sagrados, o termo sabático está relacionado ao período de descanso dos judeus, que traduzido para o universo corporativo representa um período de afastamento do funcionário para que ele (re) pense sua vida profissional e pessoal.

A adoção do período sabático, ou career break, é bastante comum na Europa, principalmente no meio acadêmico, e também nos Estados Unidos, onde algumas empresas descobriram as vantagens de se ter um profissional mais focado e capacitado ao término do programa.

É importante esclarecer que o sabático não tem nada a ver com o período de férias, e também não significa que o profissional que fez essa opção esteja passando por uma crise. Assim, esse afastamento deve ser compreendido como um tempo escolhido para realização de um projeto pessoal ou profissional, ou ambos, sendo esta uma grande oportunidade para ganhar experiência, descansar, se valorizar, aprender, crescer e até mesmo mudar o modelo mental.

O sabático dura em média de 6 meses a 1 ano, mas o tempo neste caso é relativo, devendo ser individualizado. A decisão, necessariamente, deve ser tomada em conjunto com a empresa, visto que nesse período o profissional terá suas atividades suspensas para dedicar-se a um projeto que deve interessar a ambos.

Quando parte de um processo de gestão de carreira, o sabático pode até ser financiado pela instituição, como também pode acontecer do profissional continuar recebendo normalmente seu salário, mas isso é raro, pelo menos no Brasil. Assim, se você pretende fazer um sabático, prepare um projeto para ser desenvolvido nesse período, justificando sua ausência para a organização e mostrando os resultados à serem alcançados, resultados estes que deverão trazer contribuições para sua carreira, para o desenvolvimento do seu trabalho e para o negócio da instituição.

Pode ser que sua empresa deseje participar deste projeto, mas se isso não acontecer prepare-se financeiramente para essa fase e também para uma possível recolocação profissional. Essa preparação é essencial para que você dedique-se totalmente ao sabático, refletindo e avaliando sua vida, de forma que possa evoluir, compreender melhor a si mesmo e os outros.

Eu acabei de retornar do meu “sabático virtual”. Fiquei pouco mais de um ano afastada do Dimensão Humana, tempo necessário para eu organizar minha vida em meus diversos papéis, me aprimorar profissionalmente para encarar novos desafios e ganhar experiência para continuar este projeto pelo qual tenho muito carinho.

Para os que me acompanhavam, estou de volta.

Para os que gentilmente se manifestaram em minha ausência, agradeço a atenção e o carinho.

Imagem: Getty Images

7 de maio de 2009

ATÉ BREVE

Aprendi que dizer "não tenho tempo"é o mesmo que dizer "não priorizo".

Com o nascimento do meu filho minhas prioridades mudaram, e desde então "não tenho tempo"para o Dimensão Humana.

Uma característica que muito aprecio em um blog é a alta frequência de sua atualização, e tal característica há muito não vejo por aqui.

Assim, decidi (com muita tristeza) publicar este post para agradecer à todos que passaram e ainda passam por aqui, e deixar meu e-mail para contato: falecom@danielaguimaraes.com.br .

Espero que eu consiga organizar minha rotina de tal forma que possa, em breve, retomar meu "cotidiano virtual".

Obrigada e até breve!

21 de março de 2008

SE A TURMA É "DE PRIMA", O CURSO NÃO É DIFERENTE


Recentemente estive em uma conceituada escola de negócios em São Paulo participando de um curso voltado para profissionais que atuam com EC - Educação Corporativa. Para minha surpresa a turma era composta, em sua maioria, por homens. Outro detalhe era a diversidade das áreas de formação e especialização dos pofissionais ali presentes.

Em outros tempos eu poderia até questionar, de forma negativa, tamanha heterogeneidade, mas no mercado atual essa é a nossa (imensamente rica) realidade.

Como normalmente os profissionais que atuam com EC não encontram muito tempo para experimentarem suas próprias receitas, em dois dias de curso nos dedicamos ao máximo para aproveitá-lo em sua totalidade.

Creio que conseguimos! De forma harmônica, concentrada e solidária, muito mais que absorver o conteúdo apresentado, construímos conhecimento de forma colaborativa.

As diversas experiências e práticas ali pesentes foram sendo apresentadas desinteressadamente. Cada participante, ao mesmo tempo em que dividia sua rotina, era comentado por colegas com experiências semelhantes ou não, e assim todos abriram espaço para novos conceitos, novas práticas, novas possibilidades.

Aqueles dois dias de curso, na pesença de colegas tão comprometidos e de uma facilitadora tão dedicada, valeram como um renovo em minha via profissional. Hoje posso dizer que é possível estabelecer um novo conceito de T&D na organização onde atuo: mais criativo, dinâmico, participativo, estratégico. Além de uma atuação preventiva, vinculada à estratégia do negócio, é possivel utilizar as ferramentas das quais dispomos para promover a gestão do conhecimento e gerar, de fato, vantagem competitiva.

Registro aqui o meu agradecimento aos colegas e à nossa facilitadora. Parabéns à todos pelo empenho e pelo sucesso que foi nosso curso.

Um grande abraço para vocês!
Imagem: Getty Images

23 de agosto de 2007

QUEM TE PERGUNTOU?


O termo feedback, bastante popular nas organizações, é muitas vezes aplicado de forma inadequada, sendo mencionado como crítica ou elogio. O real significado de feedback é retroalimentar, retornar a alguém, ou a um grupo de pessoas, com informações que contribuam para o desenvolvimento humano e o bom desempenho profissional.

Para que o feedback atinja seu objetivo é necessário que a organização reconheça e aceite tal prática, o que é possível com a preparação das pessoas. É imprescindível investir no amadurecimento da organização para que esta busque o aprimoramento de suas relações internas e externas, fator crítico de sucesso em um mundo globalizado.

Contexto compreensível, ética e profissionalismo são ingredientes essenciais para a implementação de processos de feedback, caso contrário as informações recebidas ou oferecidas não passarão de mera opinião, abrindo espaço para questionamentos do tipo “quem te perguntou?”. Fora de contexto, sem um objetivo claro, e não aceito pelo grupo, o feedback se transforma em juízo de valor.

Certa vez ouvi que o feedback é “para a pessoa”, e não “da pessoa”, e este é o grande segredo. E mais um detalhe: tudo pode ser dito, desde que tenhamos cuidado ao falar.

Ao oferecer feedback inicie a conversa ressaltando os aspectos positivos, em seguida fale das características que podem ser melhoradas, e encerre com um ponto favorável. Concluir o feedback como uma palavra positiva estimula o outro para seu próprio desenvolvimento. Seja direto e objetivo, fazendo observações sobre comportamentos contextualizados. Deixe a subjetividade de lado e fale sobre aquilo que pode ser observado e mensurado. Não faça julgamentos, e cheque se a pessoa entendeu o que você quis dizer de fato.

Ao receber feedback não se justifique. Ouça o que está sendo dito, argumente quando necessário e ao final certifique-se de que você entendeu o que o outro quis dizer. Agradeça e diga que você irá refletir sobre tudo que ouviu. E reflita mesmo! Não seja indiferente, pois esta atitude nos impede de crescer.

Para o momento do feedback é importante que os envolvidos não se esqueçam de um aspecto fundamental: a humildade. O ser humano está em constante evolução, e reconhecer que podemos melhorar é uma virtude.


Imagem: Getty Images